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Crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes não têm endereço certo e ocorrem em diversos setores da sociedade. Pobres ou ricos, brancos ou negros, não importa. Todos estão à mercê dessa forma de violência. Em Seara, no ano passado, cinco casos estavam em investigação. Destes, quatro foram concluídos e outros dois continuam sendo apurados pela Polícia Civil. De acordo com o delegado Adilson Bressan, nos dois primeiros meses deste ano não houve registros. "Os dois casos que estão em andamento, na verdade, são crimes onde a vítima mantém relacionamento com o investigado. Na verdade, é considerado crime em função da idade das vítimas, que são adolescentes de 13 anos". Perante a lei, adolescentes com até 13 anos são considerados vulneráveis e não poderiam estar submetidos a um relacionamento sexual. Por isso, foi instaurado o inquérito. Os casos que foram concluídos envolviam um menino de cinco anos, que teria sido molestado por um idoso. Em outra situação, uma menina de nove teria sido molestada pelo padrasto. Há ainda o caso de um motorista de ônibus que teria tentado abusar sexualmente de uma aluna. Segundo o delegado, a maior dificuldade é fazer com que esses fatos cheguem ao conhecimento da polícia e da Justiça. "Geralmente acontece com alguém da família ou com uma pessoa que se relaciona com a vítima. Isso dificulta ainda mais que o fato chegue ao conhecimento da polícia para investigação do crime". O abuso sexual infantil continua sendo um tabu entre as famílias, avalia Adilson Bressan. "As famílias mantêm sob segredo familiar esse tipo de situação". A orientação é para que o comportamento das crianças seja observado permanentemente e, em caso de suspeita, deve-se procurar o Conselho Tutelar ou a polícia. (Fonte: site da Rádio Belos Montes de Seara)
Fonte: Rádio Rural AM |